




Férias no Ano de 2007
Estava no ano de 2007.Começava a surgir duvidas entre mim e a minha mulher onde iríamos passar um período de férias.
Após algumas hipóteses possíveis, veio-me à ideia, porque não fazermos umas férias como tínhamos feito há 20 anos atrás?
Irmos relembrar caminhos, paladares, encontrar gente afável e descansar a mente que após um ano de trabalho bem precisava.
Chegou a data que tínhamos estipulado para a partida, e lá fomos nós à redescoberta dos sentidos pelos quais já tínhamos passado antigamente.
Ponto1
Chegados ao Alto Minho, assentamos arraiais em Barcelos.Desta localidade saía-mos para várias excursões ao longo dos dias que tínhamos planeado.
Ponto2
Logo na primeira saída a caminho da Barragem da Caniçada olhei para a minha mulher e admirámo-nos com os caminhos que estávamos a percorrer. Não tinha nada a ver com os de há 20 anos, As estradas de hoje não se comparam às de antigamente, pois são largas, há com frequência acessos a auto-estradas, nada como as estradas de antigamente, estreitas, e ladeadas por frondosas árvores, transmitindo uma agradável sensação de frescura.
Ponto3
O casario agora de construção recente e de talha ao gosto dos proprietários, deixava desde logo a perceber que tinha havido uma grande evolução inclusive já começava a ser difícil de encontrar os célebres celeiros assentes em pedras tão característicos do Minho.
O ar que se respirava outrora mais leve, o verde das árvores e dos campos, tinha sido mudado pelas estradas e auto-estradas. Certo é, que se tornaram mais rápidos os caminhos entre as localidades mas, perdeu-se a qualidade de vida.
As belas casam desta região desde os Solares às casas de Pedra.
Passaram a dar lugar a casas pintadas perdendo a sua beleza, tornando-se incaracterísticas.
Concluindo: Valeu pelos lugares de sossego que fomos descobrindo, pelos sabores que só no Minho ainda se vão encontrando nos restaurantes à beira da estrada, pela amabilidade do povo minhoto que continua a saber receber tão bem o forasteiro como se da terra fosse.
Ponto4
Gostaria que tudo ainda fosse como dantes, mas sei que isso denota um certo egoísmo da minha parte, dado que embora retirando a beleza dos locais, é certo que as pessoas têm necessidade de se poderem deslocar para onde mais precisem nas melhores condições.
Ao estar a escrever sobre férias, acabei por me lembrar, quando em tempos idos passava férias na aldeia de Folques situada no Concelho de Arganil, distrito de Coimbra.
Para se lá chegar nesse tempo os 60 kms que distam de Coimbra a Arganil duravam uma hora, a estrada era muito serpenteada tornando-se assim perigosa para quem levava pressa. Hoje com a IC17 e com o IP3, as acessibilidades tornaram-se mais e rápidas e menos cansativas.
Após as arrumações de quem vai de férias, passava-se ao prazer de visitar as aldeias por ali perto tais como: Celavisa,Barril do Alva, Coja e a célebre aldeia de Piódão.
Esta Aldeia histórica considerada de Imóvel de Interesse Publico pelo decreto-lei nº95/78 de 12 de Setembro.
As suas casas são feitas à base de xisto e os telhados de ardósia.
As suas ruelas de xisto conforme se pode ver na foto abaixo dão ao visitante a originalidade das construções nesta região Beirã.
È de visitar esta região por muitos pontos de interesses paisagísticos, culturais e gastronómicos que lá se poderão encontrar.
Ponto5
Agora em 2008 e após mais um ano de trabalho já se avizinha, um novo período de férias porque, como consta do Diário da Republica no seu Titulo III, Capitulo I, artigo 59, em Direitos dos Trabalhadores, na alínea (d)diz o seguinte:
Todo o trabalhador terá direito ao repouso e aos lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a férias periódicas pagas, É com base nesta lei que eu usufruo 22 dias úteis de férias, podendo atingir os 25 dias se não houver faltas ao serviço.
Todos os anos apresento o I.R.S.
Faço-o via Internet. Para activar esse processo necessitei de me registar na DGCI que me forneceu uma chave de validação. Após a DGCI ter concluído o processo de conferência das contas, geralmente é-me remetido o reembolso das importâncias que descontei a mais.
Este valor costumo aplicá-lo na compra de certificados de aforro, que ao fim de algum tempo (dois anos aproximadamente) dar-me-á alguma mais-valia sobre o valor aplicado que costuma totalizar 45€ de juros. Aos juros da aplicação, mais valor aplicado mais o subsídio de férias auferido no ano em curso, tudo adicionado, proporciona-me dispor de mais algum dinheiro para que após um ano de trabalho possa gozar um pouco melhor os meus dias de descanso em conjunto com minha mulher e filha, viajando para locais que temos interesse em conhecer.


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